Se houvesse um ato de terrorismo que abalou completamente o mundo inteiro, seria o ataque de 11 de setembro. A memória dos dois aviões colidindo com as Torres Gêmeas está para sempre gravada em nossas mentes. Havia alguma forma de o ataque ter sido evitado?
Em 1995, “The Wall” foi criada. Essa política tecnicamente desencorajava o compartilhamento de informações entre a CIA e o FBI. Diz‑se que essa política desempenhou um papel crítico na incapacidade de impedir que o 11 de setembro acontecesse.
Quem é Ali Soufan?
Ali H. Soufan é um luso‑libanês‑americano nascido em 1971 em Beirute, Líbano. Ele se mudou para os EUA e estudou Ciência Política na Mansfield University.
Em 1999, como agente do FBI, fez parte da equipe de investigação do plano de bombardeio do Milênio na Jordânia. Ele descobriu vários documentos da inteligência jordaniana simplesmente espalhados na estação da CIA. Sua descoberta envergonhou a CIA.
Soufan também conseguiu descobrir informações cruciais sobre vários planos terroristas que eventualmente pressionaram por transparência entre os departamentos. (Fonte: New Yorker)
Soufan sobre a CIA
Ali Soufan interrogou Abu Zubaydah da Al Qaida após os ataques de 11 de setembro. Durante esse interrogatório, ele conseguiu descobrir os verdadeiros conspiradores por trás do ataque.
O método de interrogatório de Soufan era bastante diferente das práticas da CIA. Ele segue um método mais tradicional; criar vínculo com os presos e tratá‑los humanamente. Ele até trouxe um prato de biscoitos sem açúcar para um detento diabético.
Soufan frequentemente criticava a CIA por suas técnicas de interrogatório aprimoradas porém brutais. Ele escreveu um livro chamado The Black Banners que continha suas experiências como agente do FBI. A CIA exigiu mais de cem redações após sua publicação.
Soufan saiu do FBI em 2005 e está dirigindo uma empresa de consultoria; o Soufan Group. (Fonte: Vanity Fair)
O que aconteceu em 11 de setembro?
Antes dos ataques ocorridos em 2001, houve várias situações em que a CIA teve a oportunidade de compartilhar informações que poderiam ter sido vitais para gerir a situação.
Além disso, seus métodos pareciam arbitrários para os detidos, eles praticamente não obtiveram nada deles. Se a CIA não tivesse atrapalhado, o ataque de 11 de setembro poderia ter sido evitado.
Vamos olhar a verdade e expor aquelas pessoas que mentiram por um longo período ao público americano sobre o waterboarding e a eficácia da tortura.
Ali Soufan
Seis meses após o ataque, Abu Zubaydah foi encontrado no Paquistão. Ele ficou ferido no tiroteio, mas foi capturado e levado de volta aos EUA para interrogatório. (Fonte: Vanity Fair)
Zubaydah cooperou com Soufan e outro agente do FBI. O duo mostrou a ele fotos de suspeitos em um dispositivo portátil e pediu que os identificasse. Quando chegaram à foto de Khalid Sheikh Mohammed, Zubaydah revelou que ele era o cérebro por trás do ataque às torres gêmeas.
Nem sabíamos que Khalid Sheikh Mohammed era membro da al‑Qaida. E agora aqui está Abu Zubaydah, nos dizendo que Khalid Sheikh Mohammed é realmente o cérebro do 11 de setembro.
Ali Soufan
(Fonte: NPR)






