Todos nós sabemos que o ativista social e ministro batista Martin Luther King foi um dos principais atores no movimento dos direitos civis americano durante meados dos anos 50. Ele chegou a receber o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços em lutar por justiça através de protestos pacíficos. Mas você sabia sobre o homem que foi condenado por seu assassinato?

A família de Martin Luther King não acreditava que James Earl Ray fosse responsável por sua morte prematura. Na verdade, Dexter King, filho de MLK, apoiou publicamente os esforços de Ray por um novo julgamento. A família acreditava que o governo dos EUA conspirou para assassinar MLK.

Quem é Martin Luther King?

Martin Luther King Jr. nasceu em Atlanta, Geórgia, em 15 de janeiro de 1929. Recebeu um doutorado em teologia em 1955 e ajudou a organizar o primeiro movimento de direitos civis afro‑americano conhecido como o Boicote aos Ônibus de Montgomery. Mohandas Gandhi influenciou grandemente King, e ele defendeu a desobediência civil e a resistência não violenta às leis de segregação no Sul.

Mas mesmo com os protestos pacíficos, eles frequentemente eram recebidos com violência. Contudo, King e seus seguidores continuaram, e o movimento ganhou popularidade em todo os Estados Unidos.

King abraçou os ideais cristãos e americanos, e conseguiu ganhar o apoio do governo federal e dos brancos do Norte. Em 1963, Bayard Rustin e Philip Randolph lideraram a enorme Washington March por empregos e liberdade. No final do evento, foi quando King proferiu seu famoso discurso I Have a Dream. Naquele momento, 250.000 pessoas se reuniram em frente ao Memorial Lincoln. (Fonte: História)

O que aconteceu durante o Boicote aos Ônibus de Montgomery?

Martin Luther King e sua família viveram em Montgomery, Alabama, por menos de um ano quando a cidade se tornou altamente segregada. Ela acabou se tornando o epicentro da luta pelos direitos civis após a decisão Brown v. Board of Education de 1954.

Rosa Parks, secretária da National Association for the Advancement of Colored People (NAACP), foi presa em 1 de dezembro de 1955, depois de se recusar a ceder seu assento a um passageiro branco em um ônibus de Montgomery. As pessoas organizaram um boicote ao ônibus que durou 381 dias. O grupo então escolheu Martin Luther King para ser seu porta‑voz.

O Boicote aos Ônibus de Montgomery realmente influenciou a economia da cidade. A pressão sobre o sistema de transporte público afetou os negócios no centro.

Quando a Suprema Corte decidiu a seu favor, declarando que a segregação de assentos no transporte público era inconstitucional, King já estava sob os holofotes nacionais como a face da resistência não violenta organizada. (Fonte: História)

O assassinato de Martin Luther King

Devido ao seu aumento de popularidade, King se tornou alvo de supremacistas brancos, e houveram várias tentativas contra sua vida.

Em janeiro de 1956, a casa de King foi bombardeada por um supremacista branco enquanto ele falava antes de uma reunião em massa na First Baptist Church. Felizmente, ninguém na casa se feriu. King pediu paz enquanto uma grande multidão de apoiadores se reunia em frente à sua casa. A comissão da cidade prometeu proteção para King e sua família e ofereceu uma recompensa de US$ 500 pela captura da pessoa responsável pelo bombardeio.

Em 20 de setembro de 1958, enquanto King estava em uma loja de departamentos assinando livros, Izola Ware Curry se aproximou dele e confirmou sua identidade. Ao responder, Curry passou a esfaquear‑lhe no peito. Felizmente, ele sobreviveu ao ataque e não abandonou sua dedicação à não violência.

A experiência desses últimos dias aprofundou minha fé na relevância do espírito da não violência, se necessário, a mudança social deve acontecer pacificamente.

Martin Luther King

Em 4 de abril de 1968, Martin Luther King foi assassinado enquanto estava na varanda de um motel em Memphis. James Earl Ray se declarou culpado do assassinato e foi condenado a 99 anos de prisão. Mais tarde, ele recorreu de sua confissão e a família King acreditou nele. Dexter King apoiou publicamente os novos julgamentos de Ray. (Fonte: História)