Sobrevivente da Alma
Tarde de uma noite de inverno, Aretha Franklin sentou‑se na sala de maquiagem do Caesars Windsor Hotel and Casino, em Ontário. Ela não ostentava a expressão de quem acaba de trazer alegria infinita a alguns milhares de almas.
“Qual era o problema com o som?” ela disse, em um tom entre perplexidade e irritação. O feedback havia perfurado um verso de “My Funny Valentine”, e antes de sentar‑se ao piano para tocar “Inseparable”, uma homenagem à falecida Natalie Cole, ela estreitou o olhar e pediu a um “Sr. Lowery” que ajustasse os níveis de uma vez por todas. A Srta. Franklin, como quase todo mundo em seu círculo costuma chamá‑la, estava claramente, embora educadamente, descontente. “Por um tempo ali em cima, simplesmente não conseguia me ouvir direito”, ela disse. No balcão em fr… Continuar a leituraFonte: https://www.newyorker.com/magazine/2016/04/04/aretha-franklins-american-soul

