O câncer tem sido observado em humanos e outros animais ao longo da história registrada. Portanto, não é surpresa que as pessoas estejam escrevendo sobre o câncer desde o início dos tempos. Algumas das evidências mais antigas de câncer podem ser encontradas em tumores ósseos fossilizados, múmias humanas do antigo Egito e manuscritos antigos. Mas você sabia onde os cientistas encontraram a primeira célula cancerosa?
O câncer foi descoberto em um osso do pé com 1,7 milhão de anos e em uma coluna vertebral com dois milhões de anos, de dois espécimes antigos de hominídeos encontrados na África do Sul por cientistas. Antes dessas descobertas, o câncer mais antigo em um humano tinha apenas 120 000 anos.
De onde vem a palavra “câncer”?
O médico grego Hipócrates, conhecido como o Pai da Medicina, é creditado por cunhar o termo câncer. Hipócrates usava os termos carcinos e carcinoma para descrever tumores não ulcerantes e ulcerantes. Essas palavras em grego referiam‑se a um caranguejo e provavelmente foram aplicadas à doença porque as projeções em forma de dedos que se espalham no câncer lembravam a forma de um caranguejo. (Source: Cancer)
Como o câncer afetou e influenciou a medicina antiga?
Os cientistas compreenderam melhor o corpo humano durante o Renascimento, que começou no século XV. Cientistas como Galileu e Newton pioneiraram o método científico, que mais tarde foi aplicado à pesquisa de doenças. As autópsias de Harvey levaram à compreensão da circulação sanguínea através do coração e do corpo, que antes era um mistério.
Em 1761, Giovanni Morgagni, de Pádua, foi o primeiro a realizar autópsias para correlacionar a doença do paciente com achados patológicos após a morte. Isso abriu caminho para a oncologia científica ou o estudo do câncer.
O famoso cirurgião escocês, John Hunter, propôs que a cirurgia poderia curar alguns cânceres e descreveu como o cirurgião decidiria quais cânceres operar. Não há impropriedade em removê‑lo.
Após um século, o desenvolvimento da anestesia permitiu que a cirurgia florescesse, e operações clássicas de câncer, como a mastectomia radical, foram desenvolvidas. (Source: Cancer)
Câncer no século XIX
Com o uso do microscópio moderno no estudo de tecidos doentes, o século XIX viu o nascimento da oncologia científica. Rudolf Virchow, conhecido como o Pai da Patologia Celular, estabeleceu a base científica para a patologia do câncer moderna. Virchow vinculou a patologia microscópica à doença da mesma forma que Morgagni havia ligado os achados de autópsia a olho nu ao curso clínico da doença.
Esse método não apenas permitiu uma melhor compreensão dos danos causados pelo câncer, mas também auxiliou o desenvolvimento da cirurgia oncológica. Os tecidos corporais removidos pelo cirurgião agora podiam ser examinados e um diagnóstico preciso poderia ser feito. O patologista também podia informar ao cirurgião se a operação havia removido completamente o câncer. (Source: Cancer)






