O combate a incêndios tem sido uma parte integrante dos serviços de resgate por séculos. Esses indivíduos altamente treinados são confiáveis em seu serviço com plena capacidade e conhecimento do procedimento. Eles são responsáveis por controlar e apagar incêndios, bem como responder a certas emergências que envolvem vida, propriedade e o meio ambiente. Ao longo dos anos, a tecnologia lhes forneceu certas ferramentas e técnicas para ajudar em seu trabalho. Uma delas é tornar a água mais úmida para extinguir incêndios mais rapidamente. Mas como isso é feito?

Para que o resgate contra incêndios seja mais eficaz, os bombeiros utilizam um produto químico especial chamado espuma de combate a incêndio para tornar a água mais úmida do que o normal. Isso reduz a pressão externa da água pura, facilitando sua distribuição e fluxo para os objetos.

O que é a Espuma de Combate a Incêndio e Como os Bombeiros a Utilizam?

A espuma de combate a incêndio está disponível para uso comercial desde o início dos anos 1900. A National Fire Protection Association (NFPA) 11 – Protótipo para Espuma de Expansão Baixa, Média e Alta, Seção 3.1.10, define espuma como: um acúmulo estável de gotas de densidade inferior à do óleo ou da água.

A espuma é composta por três partes componentes: concentrado de espuma, água e energia. A energia pode assumir a forma de ar ou agitação mecânica e, quando adicionada ao concentrado de espuma misturado com a quantidade apropriada de água, a espuma final é produzida por meio de um dispositivo de descarga. 
A espuma final é muito fluida e flui facilmente sobre superfícies líquidas para combater o fogo em quatro modos: Bloqueia o oxigênio, separando o combustível do vapor. Resfria a superfície do combustível, graças ao teor de água da espuma. Impede a liberação de vapores ou combustível inflamável e separa a chama da superfície do combustível. (Fonte: Proteção Internacional contra Incêndios)

O Uso da Espuma de Combate a Incêndio Aumenta a Eficiência Operacional?

Várias brigadas de bombeiros rurais e pequenas brigadas urbanas já adotaram o uso da Espuma Classe A como parte de suas táticas diárias de funcionamento. O uso da Espuma Classe A, simplesmente, faz muito sentido.

Para qualquer divisão que precise levar sua água ao local e estabelecer translados de caminhões‑tanque, o uso da espuma Classe A pode melhorar facilmente a eficiência operacional no combate ao incêndio. Isso ocorre porque a espuma Classe A, quando corretamente aplicada, permite que o fogo seja extinto mais rapidamente e com muito menos água do que seria necessário se não fosse usada. 

Em média, o uso da espuma Classe A aumenta a capacidade de molhar da água em dez vezes. Em termos mais simples, tornando a água mais úmida. Além disso, o tempo necessário após a extinção, durante a revisão ou limpeza, é significativamente reduzido.

O benefício da espuma de combate a incêndio pelos bombeiros não é uma única solução de extinção, mas sim uma ferramenta que, quando integrada às táticas, cria um cenário operacional mais eficiente.

Com a introdução do Sistema de Espuma de Ar Comprimido (CAFS), algumas unidades adotaram a abordagem acreditando que poderiam reduzir o consumo de água em litros por minuto, mas a realidade é que, seja usando CAFS ou equipamentos tradicionais de aplicação de espuma, como mangueiras ou bicos de espuma, a água ainda é necessária para suprimir o incêndio.

O uso de espuma, como outras ajudas disponíveis ao serviço de bombeiros, é um multiplicador de força que, quando empregado com táticas tradicionais, estabiliza o risco de incêndio, permitindo que o pessoal de bombeiros entre na estrutura para a revisão. 
Embora existam eficiências associadas ao uso de espuma, seja por avanços na tecnologia de hardware do sistema ou na própria concentração da espuma, o uso da espuma de combate a incêndio e, em particular, da espuma Classe A, é um recurso que o serviço de bombeiros não deve ignorar para a proteção estrutural. (Fonte: Proteção Internacional contra Incêndios)