Esparta era um poderoso estado grego na antiguidade. A escravidão era uma norma aceita nesta região, como era em todo o país. No entanto, havia algumas diferenças entre as vidas dos escravos em Esparta e as de outros estados gregos. Mas você sabia que eles declaravam guerra aos seus escravos anualmente?
Os magistrados espartanos declaravam guerra aos seus escravos anualmente, permitindo que os prejudicassem ou matassem.
Os Helotas
Os espartanos conquistaram a Messênia, uma região agrícola fértil a oeste da Lacônia. Os messênios trabalhavam em seus próprios campos, mas eram escravos dos espartanos. Não tinham direitos políticos, e seus opressores podiam executá‑los sem julgamento. Eram conhecidos como helotas, uma palavra de origem incerta, provavelmente relacionada a um verbo grego que significa capturar. (Source: Wondrium Daily)
Os Rebeldes
Acredita‑se que os helotas superavam em número seus senhores em Esparta. Essa era uma distinção significativa entre os helotas e outros escravos gregos. Embora não haja informações sobre o número exato de helotas, alguns especialistas estimam que a população de helotas era sete vezes maior que a dos senhores. Os senhores temiam constantemente que os helotas se rebelassem, por isso evitavam envolvê‑los em longas guerras estrangeiras.
O fato de os helotas serem etnicamente homogêneos, possuírem uma identidade coletiva e adorarem seus próprios deuses deixava os espartanos paranoicos. O medo deles aumentava porque seu modo de vida dependia dos escravos mais do que qualquer outra comunidade grega da época. Os helotas realizavam a maior parte da agricultura espartana. (Source: Wondrium Daily)
Os medos dos espartanos mostraram‑se corretos. Os helotas se rebelaram em 464 a.C. Os espartanos não conseguiram reprimi‑los por mais cinco anos. Essa foi a única rebelião de escravos conhecida nos estados gregos, até onde sabemos.
Não devemos esquecer que Atenas, e a Grécia em geral, não teriam alcançado feitos culturais tão significativos sem a escravidão. Segundo Heródoto, aproximadamente 35.000 escravos serviram como forças ligeiras na Batalha de Plateia em 479 a.C. Após essa batalha, os persas foram forçados a fugir da Grécia. A Grécia não poderia ter derrotado os bárbaros sem a ajuda dos povos oprimidos escravizados. Não é exagero dizer que os escravos foram heróis desconhecidos na Grécia antiga. (Source: Wondrium Daily)
Controlando os Helotas
Os mestres, por outro lado, sabiam como manter os helotas sob controle. Um grupo chamado krupteia, secreto ou encoberto, foi formado para aterrorizar os helotas. Esse grupo era composto por jovens espartanos de 18 a 20 anos, cuja missão principal era cometer atos aleatórios de violência contra os helotas.
Quando a população de cidadãos espartanos diminuiu, como aconteceu a partir de 450 a.C., a Assembleia Espartana concedeu certa liberdade aos escravos. No entanto, esses atos de bondade não podiam ser contados o tempo todo. Os espartanos outrora honraram os helotas que realizaram atos corajosos em seu nome. Quando se reuniram para ser homenageados, os espartanos os massacraram porque acreditavam que eram perigosos demais e que era muito mais seguro matá‑los. (Fonte: Wondrium Daily)
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