Antes que a Disney adaptasse a história do menino‑humano Mowgli, a série de livros The Jungle Book era amada e apreciada por muitos. Mas quem foi o gênio por trás da coleção?
Rudyard Kipling foi um gênio literário nascido em Bombaim que criou clássicos como The Jungle Book, Just So Stories for Little Children e Kim. Antes de seu sucesso, ele trabalhou como assistente do editor de um jornal de Lahore.
Quem é Rudyard Kipling?
Joseph Rudyard Kipling nasceu em 30 de dezembro de 1865, em Bombaim, Índia, filho de John Lockwood Kipling, artista e estudioso, e de Alice MacDonald.
Kipling teve uma infância infeliz. Foi levado de volta à Inglaterra quando completou seis anos, mas ficou em um lar adotivo em Southsea por cinco anos. Sua vida miserável naquele local foi descrita vividamente em uma de suas histórias; Baa Baa, Black Sheep.
As tias de Kipling casaram‑se com pintores de sucesso e membros da sociedade da época, tornando‑o primo de Stanley Brown, que logo se tornou Primeiro‑Ministro da Grã‑Bretanha na década de 1920. Seus laços familiares desempenharam um grande papel em sua posição na sociedade.
Ao retornar à Índia em 1882, Kipling trabalhou como assistente editorial em um pequeno jornal de Lahore por sete anos. A participação de Kipling na sociedade Anglo‑Indiana moldou ainda mais seu estilo de escrita, influenciando os temas centrais que ele logo retratou.
Kipling conheceu e depois casou‑se com Caroline Balestier em 1892. A irmã de Balestier era casada com um editor americano. Kipling logo trabalhou com ele nos anos seguintes, ajudando‑o a iniciar sua carreira como escritor.
O casal mudou‑se e residiu na propriedade dos Kipling em Vermont. Eles não se encaixavam bem nas normas de Vermont na época e logo decidiram retornar à Inglaterra em 1896. Ele rapidamente se tornou um autor consagrado quando seus romances mais conhecidos foram publicados na década de 1890.
No início dos anos 1900, Cecil Rhodes, um negociante de diamantes sul‑africano, presenteou Kipling com uma casa na África do Sul. Lá, ele passou muito tempo escrevendo. As visões e opiniões sociais de Rhodes como Primeiro‑Ministro da Colônia do Cabo alimentaram ainda mais as ideias de Kipling sobre o imperialismo britânico e logo apareceram em suas obras publicadas.
Kipling faleceu em 18 de janeiro de 1936, em Londres. (Fonte: Britannica)
O Significado Oculto por trás de The Jungle Book
Os poemas e contos de Kipling tornaram‑se populares no final do século XIX e início do século XX. Rudyard Kipling’s The Jungle Book, publicado em 1894, foi um sucesso instantâneo apreciado tanto por crianças quanto por adultos.
A coleção The Jungle Book conta a história de um menino humano chamado Mowgli e de como ele viveu na selva sendo criado por lobos. Isso era algo novo para todos. Nestas histórias, os animais serviam tanto como aliados quanto como adversários de Mowgli. O urso Baloo, a pantera Bagheera e o tigre Shere Khan tornaram‑se personagens bem conhecidos, cada um retratando sua personalidade e mostrando seus motivos em relação a Mowgli.
As mensagens ocultas de Kipling não são evidentes para um leitor comum. Por exemplo, as histórias de The Jungle Book estão repletas de referências ao conceito de pertença. Elas levantam a questão de se a pertença a uma sociedade é adquirida apenas pelo nascimento ou se fatores sociais desempenham um papel nisso.
Leitores não críticos teriam perdido isso e tomariam a história como uma obra de ficção‑fantasia criada apenas para fins de entretenimento.
O romance, argumentam muitos, foi a forma de Kipling expressar sua visão sobre seu status na sociedade, um imperialista branco nascido e criado na Índia. O livro pode ser considerado uma oportunidade para o leitor obter uma visão sobre as práticas coloniais britânicas na época de Kipling. (Fonte: The Conversation)






