Sócrates era uma figura bem conhecida e controversa em sua Atenas natal, tanto que era frequentemente zombado nas peças dos dramaturgos cômicos. Mas você sabia que ele nunca escreveu nada?

Sócrates não deixou escritos. Tudo o que sabemos sobre ele vem de relatos de membros de seu círculo, principalmente Platão e Xenofonte, bem como do estudante de Platão, Aristóteles, que aprendeu sobre Sócrates com seu professor.

Filosofia de Sócrates

Sócrates e sua forma de ver a vida impactaram a filosofia, que se divide em duas partes: o que veio antes dele e o que veio depois dele. Por essa razão, os filósofos que o precederam são conhecidos como pré‑socráticos. Embora os filósofos que o sucederam não sejam chamados de pós‑socráticos, já se disse que “toda a filosofia é uma nota de rodapé de Platão.” Platão foi o discípulo mais reverenciado de Sócrates e o principal disseminador da filosofia de Sócrates.

Sócrates nunca escreveu nada, e quando Platão usa Sócrates como personagem principal em seus diálogos, pode ser difícil distinguir quanto é o Sócrates histórico e quanto é Platão. Podemos, porém, ter uma ideia de como era Sócrates. Sócrates e o personagem‑título sentam‑se para discutir o que significa ser bom em Mênon, um desses diálogos platônicos mencionados acima. O debate é animado, e eles chegam a duas visões opostas do que é o bem sem jamais chegar a uma conclusão definitiva. Isso é típico de Sócrates: ele está constantemente questionando, frequentemente irônico, e nunca aceita a resposta fácil. (Fonte: The Collector

O Desenvolvimento da Filosofia de Sócrates

À medida que a democracia de Atenas crescia, também crescia a necessidade de um argumento persuasivo. Isso resultou em uma indústria próspera dentro da educação ensinada pelos sofistas. Eles cobravam uma taxa para ensinar retórica, oratória e argumentação lógica. Os sofistas eram fortemente criticados. Pagar pela educação era considerado indelicado na sociedade ateniense, e a expressão “mera sofística” ainda é usada de forma depreciativa hoje para argumentos sem substância.

Sócrates repreendeu os sofistas e frequentemente debatou com eles. Mas, argumentavelmente, Sócrates também era um sofista; ele seguia essa tradição, exceto que não cobrava pelo que ensinava e estava mais interessado em descobrir conhecimento genuíno do que simplesmente ensinar argumentação lógica, embora fosse indiscutivelmente um mestre dessa arte.

De acordo com todos os relatos, Sócrates era um orador espirituoso, irônico e eloquente que possuía uma percepção aguçada e pensava incrivelmente profundamente. Segundo a lenda, o Oráculo de Delfos, que os gregos acreditavam falar diretamente pelos deuses, declarou Sócrates o homem mais sábio vivo. Isso foi algo que Sócrates achou difícil de aceitar no início. Ele se propôs a verificar se isso se confirmava questionando e engajando em discussões com todos que considerava sábios ou conhecedores. Ficou decepcionado porque cada um deles professava sua sabedoria, mas nenhum parecia saber do que falava. Sócrates concluiu que era o homem mais sábio vivo não porque sabia muito, mas porque não sabia nada.

Sócrates’ legado não foi ajudado em nada por seu martírio e por ter Platão como aluno. Mesmo que Sócrates pudesse ter evitado as acusações, ele não teria comprometido suas crenças. Além de sua sagacidade e sabedoria, sua coragem acrescentou integridade e peso aos seus ensinamentos. Platão foi inspirado pelo que viu e ouviu na filosofia de Sócrates, e seus escritos imortalizaram Sócrates a ponto de ele ter moldado profundamente a história cultural e intelectual ocidental. (Fonte: The Collector

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