O que você faria ao navegar pelos obituários e encontrar um dedicado a você? Não há muitas ocorrências disso, mas você sabia que Alfred Nobel, o homem por trás do Prêmio Nobel, leu seu próprio obituário?
Em 1888, Alfred Nobel leu seu próprio obituário intitulado “The Merchant of Death is Dead.” Ele ficou completamente perplexo com isso. O fato é que foi seu irmão, Ludvig Nobel, quem morreu. O obituário o inspirou a mudar seu testamento.
Quem é Alfred Nobel?
Alfred Bernhard Nobel foi um químico sueco, inventor, engenheiro, empresário e filantropo. Ele nasceu em Estocolmo, Suécia, em 21 de outubro de 1833. Mesmo quando criança, já se interessava por engenharia. Seu pai era engenheiro e dedicava tempo para ensinar a Nobel os princípios básicos.
Devido a empreendimentos comerciais fracassados, seu pai mudou‑se para São Petersburgo. Lá encontrou sucesso como fabricante de máquinas, ferramentas e explosivos. Em 1842, o resto da família se juntou a ele. Eles viviam em prosperidade e puderam contratar tutores particulares para seus filhos.
Nobel destacou‑se nos estudos, especialmente em química e línguas. Era fluente em russo, alemão e francês. Quando jovem, estudou química sob a orientação de Nikolai Zinin e depois mudou‑se para Paris em 1850 para trabalhar.
Durante sua vida, Nobel conseguiu obter 355 patentes. Inventou a dinamite e trabalhou com couro sintético, borracha e até seda artificial. Uma lista de suas patentes pode ser encontrada aqui.
(Fonte: The Nobel Peace Prize)
O que havia no obituário?
Os historiadores ainda não encontraram uma cópia do controverso obituário, a ponto de alguns descartarem a história como um mito. Mas vários outros acreditam genuinamente que o obituário foi um dos fatores que ajudou a persuadir Nobel a criar a Fundação Nobel.
O que sabemos é que o obituário foi intitulado The Merchant of Death is Dead. Pessoas daquela época deram a Nobel o apelido Dynamite King e Merchant of Death por causa de sua invenção destrutiva.
Quando seu irmão, Ludvig Nobel, faleceu devido a um ataque cardíaco em 1888. Uma reportagem deficiente de um jornal francês divulgou que Alfred era quem havia morrido. O erro foi eventualmente corrigido, mas não antes de Nobel ler o obituário mordaz.
Nobel ficou tão obcecado com sua reputação póstuma que reescreveu seu último testamento, legando a maior parte de sua fortuna a uma causa sobre a qual nenhum futuro escritor de obituários poderia lançar críticas.
Kenne Fant
(Fonte: History)
Por que Nobel criou o Prêmio Nobel da Paz?
Depois de ler o obituário, Nobel reescreveu seu último testamento. Ele decidiu usar parte de sua fortuna para apoiar o trabalho de inventores e cientistas. Concebeu um plano para dedicar a maior parte de sua riqueza a uma série de prêmios para aquelas contribuições úteis à humanidade. O que provavelmente não esperava era que seu fundo de prêmios se tornasse tão grande e tão cobiçado.
Ao longo dos anos restantes de sua vida, Nobel manteve silêncio sobre o fundo. Apenas algumas pessoas conheciam seus planos, mas as instruções de seu testamento foram consideradas controversas e confusas. Sua família queria anular o testamento, pois estavam sendo privadas da maior parte de sua fortuna.
Demorou cerca de cinco anos até que os executores pudessem organizar o testamento de Nobel e constituir legalmente a fundação. (Fonte: History)






