Língua de Sinais Indígena das Planícies
Os linguistas trabalham arduamente para tentar salvar muitas línguas da extinção, e uma que chegou perto desse ponto é a Língua de Sinais Indígena das Planícies ou PISL. Esta foi, uma vez, uma das línguas mais difundidas nas Américas, e sua história antecede a maioria das variações europeias de língua de sinais. Hoje, acredita‑se que menos de 100 pessoas a dominam fluentemente. Como isso aconteceu?
A Expansão do PISL
As origens do PISL são desconhecidas, pois não existem registros escritos nos dias pré‑contato. Alguns especialistas afirmam que a sinalização começou no México, onde havia muitas nações diferentes com suas próprias línguas. Sinalizar era uma maneira fácil de facilitar o comércio e disseminar informações. A sinalização também poderia ser usada ao fazer guerra ou paz.
O primeiro registro conhecido do uso do PISL’ foi em 1527 pelo explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca durante sua jornada pelo que hoje é o Texas. Uma descrição mais detalhada foi feita por Francisco Coronado 14 anos depois. Ele disse que os Comanche podiam ser compreendidos sem a necessidade de alguém interpretar suas palavras para o espanhol. Isso mostra que, mesmo no século XVI, o PISL era bastante comum entre as nações que se tornariam o sudoeste dos Estados Unidos. Em contraste, as primeiras verdadeiras línguas de sinais europeias só aparecem em 1620.
Por 1620, com a difusão do cavalo do México para o norte, a Língua de Sinais das Planícies havia se espalhado por mais de 30 nações diferentes, do Rio Grande até os atuais Territórios do Noroeste no Canadá. Quando chegou à nação Crow, no atual noroeste dos Estados Unidos, eles a disseminaram e substituíram a Língua de Sinais da Planície que prevalecia no que hoje é Wyoming, Idaho e Montana.
Ela chegou a se espalhar ainda para o leste, até as margens norte do Lago Michigan, mas não se difundiu muito mais ao leste nos EUA. No Canadá, porém, ela se estendeu até o Labrador. No total, mais de 2/3 de todos os povos indígenas da América do Norte possuíam uma língua de sinais universal que lhes permitia comunicar‑se, e era uma língua que ainda não havia sido considerada pelos europeus.
O Declínio do PISL
Com o passar do tempo e a expansão dos assentamentos brancos para o oeste, o número de usuários do PISL começou a diminuir. Já em 1885, ainda havia aproximadamente 110.000 pessoas nos Estados Unidos que podiam falar a língua. Entretanto, o surgimento das escolas internas nativas e os danos severos que causaram às línguas e culturas nativas efetivamente dizimaram o PISL. Na década de 1960, o número havia caído para menos de 1.000 pessoas. Hoje, ele é usado apenas por um pequeno número de surdos em algumas reservas.
Existem, porém, tentativas de reviver a língua. Escolas e faculdades em reservas no Oeste e nas Grandes Planícies agora oferecem cursos de PISL, e esses cursos estão ganhando popularidade e reconhecimento. O processo de reviver este tesouro ameaçado do passado da América será lento, mas as evidências mostram que o PISL pode tornar‑se novamente uma língua amplamente usada entre os nativos americanos.





